domingo, 1 de novembro de 2015

"Quando as crianças se tornam reis e rainhas da casa e não querem abrir mão dessa posição privilegiada. O que fazer?"


Birras? Falta de limite? Dificuldade em impor regras?

Um filho tem um significado enigmático e particular para cada pai e mãe, considerando todo conteúdo inconsciente que é projetado na vida deste novo ser.
Muitas vezes, sem que possamos nos dar conta, tais fatores, aparentemente "desconhecidos", fazem com que sejamos plenamente permissivos e condescendentes com nossos filhos e os elevemos a tomar posse do cargo máximo de rei ou rainha do lar, da família.
O intuito desta breve reflexão não é julgar os pais, muito menos ensiná-los a "forma correta" de educar seus filhos, e sim promover um questionamento tão importante quanto o papel parental por si só que é o futuro psíquico de uma criança a partir das experiências que vive durante toda sua precocidade e infância.
Então vamos lá ..... para que haja um posto de rei ou rainha a ser ocupado, então podemos supor que há lugar vago, certo?
Então os pais, por motivos diversos, sentem que precisam se colocar em uma posição inferior à de seu filho, pois somente assim garantirá que ele seja feliz.
Realmente é complexo dar limites aos filhos; vê-los chorar ou se frustrar; não presenteá-los quando pedem; ser alvo de olhares em público ao disciplinar seu filho; etc. Mas, tudo isso é tão importante quando dar amor, carinho, sustento, alimento .... pois tudo isso os prepara para a dura batalha que podem travar ao se tornarem adultos.
Pensemos ..... não seria melhor que nossos filhos ouçam nosso NÃO regado de fundamentos de amor, do que ouvir um mesmo NÃO só que sem explicações e amparo? Por exemplo, em uma entrevista de emprego o profissional pode simplesmente dizer que o candidato não está qualificado e, este por si só, se sentir tão atrasado a ponto de entrar em depressão, pois esta negativa é inaugural para o indivíduo e, ao mesmo tempo, mortífera e dilacerante.
Em suma, sabemos que ser pais não é tarefa fácil é muito menos vem acompanhada de manual de instruções, mas, refletir sempre que possível, nos ajuda a tomar decisões que viabilizem o bem estar tanto físico quanto emocional de nossos filhos. 


domingo, 6 de setembro de 2015

Sinais e Sintomas de Estresse

Boa tarde ..... 😉😊🌟

Fiquemos atentos aos sinais que nosso corpo nos dá constantemente. São pistas de que algo está em descompasso e precisamos diminuir o ritmo, olhar com atenção para dentro de nós mesmos e refletir sobre o que realmente precisamos naquele momento.
Sentir desconforto não é saudável .... 
Saudável é obter bem-estar físico e emocional.
A análise/psicoterapia atua como um processo intermediador entre você e seu íntimo. 
Agende sua sessão! Seja bem-vindo!

Psic. Amanda Matos
www.amandamatos.com.br
contato@amandamatos.com.br
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domingo, 12 de julho de 2015

Penso em me separar: E agora? E meus filhos?




Muitos pais se preocupam demasiadamente quando o casamento já não faz sentido para ambos e há um filho como fruto deste enlace. 
Imaginamos que o grande vilão do bem-estar psíquico de nossos filhos seja a separação propriamente dita, mas meu intuito neste breve relato é ampliar a reflexão de pais e familiares.
Logicamente temos que considerar que a separação nem sempre é algo fácil de ser compreendido pelas crianças, porém as situações que anunciam que a separação está latente podem ser até mais prejudiciais, uma vez que muitos casais escolhem ficarem juntos com a justificativa de que estão pensando no melhor para seus filhos, quando na verdade, sem se darem conta, podem estar mergulhando em um abismo de má convivência, tristeza, agressividade, traição e, principalmente, criando um ambiente nada agradável e muito menos saudável para os filhos.
Todos nós já fomos crianças um dia ... então lanço a pergunta, o que prefeririam? Verem seus pais juntos, infelizes, brigando ou, no mínimo, distantes emocionalmente um do outro ... Ou, separados, porém com a possibilidade de serem os melhores pais que puderem considerando seus limites pessoais e, principalmente, emocionais?
No mínimo gera grande espaço para reflexão, não é?
A opinião dos pais em geral é muito dividida. Alguns imaginam que a criança, principalmente bem pequena, ainda não tem discernimento sobre tudo aquilo que acontece a sua volta. Já outros acreditam que tudo, literalmente, tudo deve ser poupado do mundo infantil. 
Com todos os avanços dentro da Psicologia, Psicanálise, bem como na ciência de forma ampla, sabemos que a criança percebe o mundo a sua volta, de maneira peculiar e com as limitações de seu desenvolvimento, mas está atenta a si mesma e àquilo que o mundo oferece. Tal argumento se torna ainda mais factual quando pensamos nos avanços das pesquisas sobre a vida dos bebês ainda no útero e toda percepção que eles possuem.
Quero esclarecer que meu objetivo não é perpetuar a apologia à separação, espero que tenha ficado claro! Somente proponho que os casais reflitam amplamente diante dos motivos que os fazem permanecer casados ou não, pois a decisão transborda para a vida psíquica dos filhos e nem sempre de uma maneira saudável e, muito menos, agradável.
Atualmente a análise ou psicoterapia podem auxiliar alguém que se encontra extremamente confuso, a se deparar consigo mesmo e, por conseguinte, ter acesso aos esclarecimentos e respostas que tanto almeja diante da temática da separação.
Outro recurso muito importante é a psicoterapia para casal, pois a mesma, por sua vez, possibilitará a ambos a possibilidade de olharem atenta e finalmente para o relacionamento e possam enfim ter pistas se continuar casado é a melhor opção. Ressalto a todos que esta modalidade de atendimento não é responsável pela "cura do relacionamento" (como muitos imaginam), mas sim pela oportunidade de trazer à tona tudo aquilo, tão essencial, mas que permanece encoberto.
Por fim, cada casal é único, bem como os filhos frutos destes relacionamentos. Mas a certeza que temos neste engodo é que cada família pode ser mais feliz à medida que olhe para si mesma e descubra o que realmente precisa. Não existe manual de instruções, muito menos receita de bolo bosque se refere às particularidades de uma família e sua convivência.

Autora: Amanda Matos dos Santos
(Psicanalista & Psicóloga)
Clínica de Saúde Mental Amanda Matos
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sexta-feira, 3 de julho de 2015

* TOMAR REMÉDIOS ANTIDEPRESSIVOS SEM PSICOTERAPIA TEM EFEITO?*



Para começarmos a refletir diante desta temática tão polêmica e importante, sugiro que usemos uma analogia para tal tarefa. 
Podemos pensar em sintomas comuns à muitos pacientes como a aqueles que apresentam ataques de pânico (palpitação, dores no peito, enxaqueca interminável, náusea, etc); medo de dirigir; dificuldades no campo da sexualidade ... enfim ... os sintomas pode variar bastante. 
Qualquer um destes sintomas de cunho psicológico e/ou psiquiátrico podem ser comparados à uma febre, por exemplo. A mesma faz com que nos sintamos mal o suficiente para procurar um pronto-socorro mais próximo, correto?
Lá provavelmente serão prescritos medicamentos com intuito de dar fim à esta febre.
Caso optemos por ir embora após a febre cessar e não fiquemos para descobrir a causa deste sintoma, provavelmente estaremos de volta ao PS com sintomas muito mais graves, já que fomos superficialmente cuidados.
Desta mesma forma podemos pensar em todo e qualquer sintoma psicológico. Mesmo que façamos uso de um medicamento psiquiátrico que seja realmente eficaz, ainda sim o mesmo estará atuando na superfície da problemática, em tudo aquilo que está mais evidente. Porém, somente a análise/psicoterapia será capaz de instrumentalizar o paciente a descobrir a si mesmo e, com isso, a causa de suas mazelas físicas e psicológicas.
Quero esclarecer que meu objetivo não é menosprezar o tratamento psiquiátrico, pelo contrário, é mantê-lo intimamente ligado ao tratamento psicológico, de modo que caminhem juntos rumo à saúde mental dos pacientes.

Este link corrobora com os argumentos citados. Confiram também:
http://www.equipehipnose.com/antidepressivos-sem-terapia-nao-tem-efeito-aponta-pesquisa/

(Psicanalista Amanda Matos)
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terça-feira, 14 de abril de 2015

TECNOLOGIA: VILÃ OU HEROÍNA?

Vivemos em uma época onde a tecnologia está por toda parte, seja no âmbito profissional como também nos momentos de lazer. A tecnologia, desde o celular até o tablet/IPad/computador/iPod e etc são "veículos" de informação e comunicação, porém, contraditoriamente, acabam perpetuando distanciamento, introspeção e até mesmo solidão. Por que será que isso acontece?
Para responder tal pergunta talvez precisemos pensar em quem são os indivíduos que "mergulham" no mundo virtual em detrimento da realidade e interação com os demais. Em geral, são pessoas que almejam adentrar a suas fantasias para além de seus sonhos, de maneira a se aproximar de sua onipotência e se distanciar dos limites que a vida nos impõe diariamente. 
À medida que permanecemos reclusos no mundo virtual temos a impressão que investimos fortemente em laços, quando na verdade há meramente uma pseudo-interação. Quero deixar claro que não afirmo que relacionamentos virtuais não tragam frutos, não me refiro à essa temática. O que estou dizendo é que algumas pessoas fazem uso de recursos virtuais para dizerem a si mesmas que estão interagindo, convivendo, fazendo amigos, quando na verdade estão apenas cativas dentro da solidão que criaram sem ao menos se darem conta.
Enfim, a tecnologia por si só não é vilã nem heroína, já o papel que esta ocupa em nossa vida que nos conduz à saúde ou adoecimento emocional. 
Vale a pena refletir sobre o assunto! 

🌟 Psicanalista Amanda Matos 🌟
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Esgotamento Profissional

Atualmente nossa cultura está arraigada com a escassez de limites; de tempo (para além do cronológico, aqui me refiro também à disponibilidade) .... as pessoas vivem no "piloto-automático", mergulhadas em suas rotinas caóticas e desenfreadas, sem ao menos questionar o sentido de tudo aquilo que é desempenhado diariamente.
Comumente ouvimos dizer que o maior objetivo do ser humano é a ascensão na empresa em que está inserido; obter um salário significativo e condizente com a atuação profissional; ter reconhecimento social e familiar .... Em contrapartida, os indivíduos acabam "acumulando" tarefas e responsabilidades, porém em detrimento da saúde física e psíquica, bem como das relações interpessoais.
Obviamente quando nos debruçamos em algo, outro interesse passa a ter menos investimento. Porém tal engodo em nada se assemelha com o esgotamento profissional. Este, por sua vez, diz respeito ao EXCESSO, onde a pessoa se torna "sujeito" e praticamente se funde com o trabalho. Porém, em dado momento, assim como uma panela de pressão, o descompasso e exagero difundidos "borbulham" de forma truculenta e devastam toda a vida do indivíduo.
O importante é que cada um de nós possa prestar atenção aos sinais que nosso corpo demonstra .... ansiedade demasiada; doenças de pele; mal-estar e fadiga constantes; insônia; dores de cabeça; dentre outros sintomas possíveis.

(Psicanalista Amanda Matos)
☎️ 2834-3731
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sexta-feira, 6 de março de 2015

Discriminação na Atualidade

Bom dia!! 😊😊👏👏

Estamos em 2015 e ainda há muito preconceito e discriminação sendo perpetuados mundo a fora. A cada minuto as pessoas encontram argumentos que possam sustentar tamanha segregação, seja esta racial, de gênero e etc.
Foi realizada uma "experiência" que demonstra, concretamente, o quanto somos todos literalmente iguais e, portanto, talvez futuramente possamos ser dotados dos mesmos direitos, incluindo respeito e empatia.
Proponho que assistam ao vídeo que se encontra no link abaixo. É uma reflexão para todas as gerações e que pode mudar nossa cultura.

Vídeo: http://www.olhaquevideo.com.br/video/3672/duas-pessoas-se-beijam-atras-da-tela:-quando-saem-o-publico-fica-sem-palavras

Psicanalista Amanda Matos
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quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

Síndrome de Down: para além das limitações

Ainda há inúmeros tabus e preconceitos em relação à Síndrome de Down, incluindo questionamentos quanto à sexualidade; longevidade; relações interpessoais; aprendizagem; autonomia; dentre outras temáticas.
A entidade CoorDown, ao se deparar com os questionamentos de uma jovem mãe à espera de um bebê com a síndrome, criou um vídeo onde crianças e adultos, bem como suas respectivas mães dizem como é "viver na pele" com esta complexa realidade, mas também apresentam a imensa felicidade possível de ser vivenciada e as conquistas que podem ser atingidas.
Indico a todos que acessam o link abaixo e assistam ao vídeo. Emocionante! 

http://www.hypeness.com.br/2014/03/video-feito-por-portadores-de-sindrome-de-down-procura-acalmar-as-futuras-maes-de-criancas-com-a-mesma-sindrome-que-eles/#

PSICANALISTA AMANDA MATOS
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Podemos ser a metade de alguém?




Comumente ouvimos as pessoas dizerem que estão em busca da "cara-metade", daquele alguém que viria a preencher todos seus vazios.
Por mais que esta ideia pareça, em sua totalidade, muito romântica, remete à algo preocupante em nossa sociedade atual. 
Tudo a nossa volta nos dá a certeza de que ser incompleto e imperfeito são características inaceitáveis e, portanto, buscamos resolver urgentemente tais "problemas" ...  buscamos comprar ou comer compulsivamente; realizamos diversas cirurgias estéticas com intuito de termos o corpo escultural; não acreditamos ser bons pais; vivemos a procura do (a) namorado (a) perfeito (a); nos mantemos mergulhados e conectados 24 horas por dia às redes sociais; bebemos e/ou fumamos em demasia; etc.
Nossa cultura nos instrumentaliza a apreender que a perfeição existe e qualquer coisa diferente disso é fracasso, portanto nos vemos reféns de nossa vaidade, desejos e sonhos. Mas, contraditoriamente, a medida que nos empenhamos tanto na busca pela perfeição acabamos deixando passar despercebida toda felicidade e conquista que a vida nos proporciona.
Nós somos responsáveis por nossa própria felicidade. Os demais vêm para agregar e não completar. Quanto mais cedo entendermos isso, menos iremos sofrer!

* PSICANALISTA AMANDA MATOS
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quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

DIVULGAÇÃO DO SITE NOVO!!!

Olá caros colegas e pacientes! 

Convido todos a acessarem e conhecerem meu novo site.
O intuito é que este seja um recurso para divulgação de meus consultórios, obtenção de informações sobre minha trajetória profissional, bem como sobre as modalidades de atendimento que permeiam minha atuação.

O site é: www.amandamatos.com.br

Abraços, 
Amanda Matos
(Psicanalista)

Consultórios: Artur Alvim/Jardins/Vila Mariana
(11) 2834-3731
psicanalista@amandamatos.com.br





sábado, 18 de janeiro de 2014

*Síndrome do Pânico: Uma Perspectiva para Além dos Sintomas*

Torna-se cada vez mais comum que diferentes indivíduos, em um dado momento de suas vidas, apresentem sintomas correspondentes à Síndrome do Pânico. Um dos aspectos que mais assusta os pacientes é o fato dos sintomas se apresentarem de forma abrupta e devastadora, prejudicando as inúmeras vertentes de sua realidade, como âmbito familiar; relações interpessoais; trabalho e etc.
É imprescindível que o paciente seja submetido à um diagnóstico diferencial antes de afirmar que apresenta a Síndrome do Pânico, portanto deve ser encaminhado para avaliação cardiológica e/ou neurológica com intuito de eliminar a possibilidade de doença física.
Racionalmente, tentamos procurar causas lógicas e estritamente ligadas ao sintomas com objetivo de aplacar a angústia de não obter controle sobre o próprio corpo. Porém é preciso desmistificar este pensamento.
Por conseguinte venho propor uma nova perspectiva ...
Começarei com um caso clínico fictício para ilustrar a linha de raciocínio.
"Uma paciente com 17 anos de idade optou por realizar um aborto ao descobrir, abruptamente, uma gestação e após concluir que sua família, um tanto quanto conservadora, provavelmente a expulsaria de casa e a condenaria a nutrir um matrimônio contra sua vontade. Esta mulher viveu por anos sem falar sobre tal acontecimento, porém aos seus 40 anos de idade, passa a apresentar sintomas de doença de pele com manchas protuberantes em sua perna. Porém, ao ser avaliada por um equipe médica, os profissionais constatam que a paciente apresenta uma doença de pele, porém não há indicadores que que justifiquem a intensidade dos sintomas e muito menos a não minimização e/ou melhoria dos mesmos.
Ao iniciar o processo de Psicoterapia, a paciente revive o aborto que realizou, bem como a culpa e sofrimento desencadeados por tal e somente assim sua saúde física e psíquica retornam ao eixo, desta forma a mulher pôde olhar mais atentamente para si mesma e se perdoar".
O caso acima foi superficial e exposto de maneira reduzida para que seja possível compreender como um acontecimento aleatório em nossa história pregressa pode desencadear sérias consequências, mesmo após longos anos e, principalmente, não demonstrar uma ligação óbvia com os sintomas que o paciente apresenta.


Autora: Amanda Matos dos Santos (Psicóloga Clínica & Psicanalista Infantil)
Contatos: (11) 2834-3731 e 9.7487-8692
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*Dificuldade de Aprendizagem: Um Novo Olhar*

A cada dia se torna mais comum que as crianças apresentem algum tipo de dificuldade durante o processo de aprendizagem e as limitações observadas, em sua grande maioria, são denotadas como desleixo, preguiça ou até mesmo falta de incentivo familiar. Mas este pensamento é muito reducionista, considerando as diferentes facetas que compõem o universo psíquico infantil.
Uma criança pode apresentar dificuldade em se concentrar nos estudos; em apreender o conteúdo disponibilizado; em concluir as tarefas dentro do período determinado e etc, porém não necessariamente estes caracterizam o real problema que está sendo vivenciado. Inconsciente a criança pode estar demonstrando um descompasso emocional por meio de uma limitação factual em seu aprendizado.
Para compreender o contexto acima, convido você a pensar no momento em que alguém está doente, preferencialmente com febre. A febre por si só não representa o problema real, esta remete à um sintoma que tem por função alertar que algo está funcionamento erroneamente. Por exemplo, uma febre por ser sinal de uma infeção, alteração na vesícula, virose, dentre outras afecções físicas.
Partindo desse pressuposto, a dificuldade de aprendizagem funciona da mesma maneira, então não necessariamente remete à um déficit intelectual, também pode fazer alusão à um descompasso na realidade psíquica da criança, como conflitos no âmbito familiar; bullying; prejuízos nos relacionamentos interpessoais e etc.
Em suma, é imprescindível ter cautela antes de estigmatizar uma criança e categorizá-la como possuidora de transtorno de déficit de aprendizagem. Devemos ampliar nossa visão e nos atentar aos diferentes aspectos da criança, sem julgá-la e, impreterivelmente, considerar sua angústia.
Vale a reflexão!


Autora: Amanda Matos dos Santos (Psicóloga Clínica & Psicanalista Infantil)
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*Psicoterapia de Casal: Por que procurar?*

Comumente as pessoas imaginam que Psicoterapia de Casal é uma maneira de "consertar" casamentos praticamente desfeitos; fazer com que um dos parceiros se transmute em alguém perfeito ou minimamente mais próximo do que se almeja.
Mas, na realidade, a Psicoterapia de Casal é um processo analítico realizado com o relacionamento a dois se encontra em total descompasso, não necessariamente precisa ser um matrimônio factual perante a lei, simplesmente um relacionamento.
Diferentemente do que se comenta acerca desta vertente terapêutica, muitas vezes, o resultado da Psicoterapia de Casal é que as pessoas envolvidas concluam que o melhor a ser feito é concretizar a separação, pois somente assim ambos poderão trilhar um caminho sadio psiquicamente rumo à felicidade.
O objetivo não culmina em perpetuar enlaces que promovem apenas tristeza e sofrimento, bem como o intuito não é desfazer uma família ... é apenas permitir que casais reflitam sobre os motivos que os fizeram se engajar e se ainda há o que os una daqui por diante. E, principalmente, se estão dispostos a empatizar com o outro e colocar o relacionamento em ênfase naquele momento.
Obviamente que desistir de um relacionamento disfuncional é uma saída rápida, porém a Psicoterapia de Casal convida as pessoas a repensarem sobre si mesmas, sobre seus relacionamentos e encontrarem a felicidade que existe nelas mesmas.
Fingir que uma relação amorosa está ótima, não faz com que acordemos no dia seguinte e nosso anseio tenha sido atendido. Portanto, precisamos ter um olhar mais atento para o que nos desagrada e nos deixa angustiados, pois somente assim será possível encontrar a real felicidade a dois!
A figura que ilustra esta nota remete ao Filme "Divã a Dois", obra que se caracteriza como um excelente recurso para nos aproximar de como se delineia uma Psicoterapia de Casal.
Convido à todos a assistirem o filme, pois este recurso irá auxiliar a desmistificar os pensamentos receosos e até mesmo preconceituosos no que se refere à Psicoterapia de Casal.


Autora: Amanda Matos dos Santos (Psicóloga Clínica & Psicanalista Infantil)
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*A Importância do Laço estabelecido entre Paciente e sua Família*

Muito se fala sobre a importância dos tratamentos psicológico e psiquiátrico no que se refere aos inúmeros transtornos psíquicos existentes. Porém um recurso extremamente valioso e imprescindível é o apoio, o alicerce advindo do núcleo familiar, uma vez que o mesmo é responsável por "emprestar" um ego minimamente fortificado e estruturado para que o paciente, momentaneamente em descompasso emocional, vivencie o acalanto e suporte e, por conseguinte, consiga ultrapassar as barreiras presentes em sua realidade.
Esta ajuda é tão essencial que até mesmo viabiliza a Psicoterapia e tratamento psiquiátrico, já que, muitas vezes, o paciente, ao se deparar com aspectos depressivos de sua dinâmica psíquica, apresenta dificuldade em sair de sua casa e, principalmente se dirigir à um consultório ou clínica.
Caso a família demonstre desinteresse em auxiliar o paciente ou até mesmo não possua estrutura emocional para tal tarefa, outro indivíduo pode desempenhá-la, desde um colega, amigo, vizinho, ou seja, alguém com o qual o paciente empatize, confie e se sinta confortável o suficiente para expor aspectos não tão agradáveis de si mesmo.
Você não está sozinho nesta jornada de descobertas e superação, olhe atentamente ao lado e encontrará uma resposta!


Autora: Amanda Matos dos Santos (Psicóloga Clínica & Psicanalista Infantil)
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*O Impacto da Separação Conjugal no Psiquismo Infantil*

Quando o matrimônio está degringolando ladeira abaixo, muitas vezes, os casais cogitam a separação, mas não concretizam-na em função do bem-estar de seus filhos. 
Os pais imaginam que esta mudança abrupta irá desencadear uma série de questionamentos no âmbito emocional de seu filho a ponto de prejudicar o desenvolvimento físico e psíquico.
Porém cabe uma reflexão sobre esta problemática ...
Devemos nos perguntar se realmente nutrir um relacionamento de aparências irá dar o suporte necessário que uma criança necessita e, ainda mais, se necessariamente uma separação conjugal precisa ser desempenhada de forma tão violenta que culmine em malefícios para os filhos.
Quando o casal opta por permanecer junto somente em função de um filho, o mesmo passa a carregar em seus ombros grande responsabilidade e culpa, sendo que ambas não lhe pertencem. E essa dinâmica pode suscitar um significativo descompasso emocional.
Então será que todo filho de pais casados são felizes?
Será que crianças frutos de relacionamentos desfeitos estão fadadas à transtornos psicológicos?
Não há resposta fatídica para nenhuma das perguntas formuladas, justamente porque cada indivíduo apresenta sua singularidade, sendo esta composta por sua trajetória de vida; aspectos de sua personalidade; relações interpessoais; dinâmica familiar; realidade.
Porém o que realmente podemos concluir é que o melhor ambiente para uma criança é aquele repleto de respeito, cumplicidade, mutualidade, afeto, educação e etc. Por conseguinte, se manter uma relação matrimonial remete à não vivenciar os aspectos citados, então será que permanecer casado é a opção mais adequada? Pense nisso!


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*Por que procurar um Psicólogo?*

Todo ser humano pode se beneficiar com a Psicoterapia e, oportunamente, poderia usufruir deste recurso terapêutico em algum momento de sua vida, pois permite que o indivíduo conheça a si mesmo, se depare com sua faceta mais obscura e ainda assim aprenda a se reerguer e fortalecer eu ego.
Cada um de nós traça um caminho rumo à Psicoterapia, em seu devido tempo. 

Alguns estigmas, preconceitos, incertezas e inseguranças influenciam em nosso trajeto, aumentando o percurso ou selecionando rotas de atalho.
Você que está lendo esta pequena reflexão, pode estar pensando que seja um caminho tortuoso se engajar na Psicoterapia, que talvez abandone o processo e possa se sentir inutilizado por isso. Mas não desista, talvez hoje você enfrente obstáculos para encontrar consigo mesmo, porém a felicidade está mais próxima do que pode imaginar.
A Psicoterapia não dirá o que você precisa fazer para mudar sua vida, você não encontrará respostas prontas, mas encontrará acalanto, acolhimento e respeito para que assim possa refletir sobre sua problemática e, por conseguinte, efetue, a partir de um ego fortificado, escolhas mais favoráveis para seu bem-estar físico e emocional.


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*Importância da Empatia X Transtornos Psicológicos*

O paciente que se depara com algum descompasso emocional apresenta, inicialmente, dificuldade em compreender o que se passa em seu psiquismo e imagina como serão os dias que trilhará em sua vida e, cada indivíduo que compõe suas relações interpessoais, desde a mais intima até a mais burocrática, exerce certa influência na construção de alicerces perante um transtorno psicológico.
Partindo deste pressuposto, a capacidade de empatizar faz com que essas relações entre paciente e a realidade que o cerceia, sejam repletas de compreensão, respeito, mutualidade e parceria. Empatizar vai além de colocar-se no lugar no outro, representa ser um cidadão e instrumentalizar o outro rumo à seu bem-estar.
Injustamente, muitos pacientes são colocados à margem da sociedade e acabam mergulhando no abandono de seus tratamentos psiquiátrico e psicológico, resultando na maximização de seus sintomas e potencialização da dificuldade em nutrir relacionamentos.
Infelizmente, muitas vezes, essas pessoas passam a sobreviver nas ruas, incompreendidas, desorientadas e infelizes.
Cada um de nós, enquanto seres humanos, temos a oportunidade de auxiliar ao próximo, basta um olhar, um gesto, uma palavra ... você pode ser o chefe, o marido/esposa, filho (a), amigo, colega de um indivíduo que apresenta um transtorno psicológico. 

Pense nisso!

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*TDAH: O Estigma de uma Sigla"

Atualmente as instituições escolares tendem a categorizar toda e qualquer agitação e dificuldade de concentração como TDAH, porém tal diagnóstico desenfreado não deve ser perpetuado. 
Há inúmeras razões pelas quais uma criança pode desempenhar comportamentos irrequietos ou até mesmo não focar em suas tarefas e, para compreender esse contexto, é preciso estar ciente de que as crianças se caracterizam como seres possuidores de diferentes facetas, portanto algum aspecto desfavorável no desempenho escolar pode ser resultante de outra instância de sua realidade, como por exemplo, se uma criança se mostra extremamente agressiva, não necessariamente remete à ausência de limites inseridos pelos pais, podemos considerar, hipoteticamente, que a criança, por ter intensa dificuldade para assimilar conteúdos, inconscientemente, recorreu à agressividade e à rebeldia para camuflar sua problemática e evitar a angústia que esta desencadeia.
O TDAH, como qualquer outro diagnóstico ligado à dificuldade que se apresenta durante o processo de aprendizagem, requer muita cautela, pois a criança irá carregar o estigma por todo percurso estudantil e isso afetará suas relações interpessoais.
Portanto, torna-se imprescindível a realização de um diagnóstico diferencial criterioso com a atuação de um Psicólogo, Psiquiatra, Neurologista e profissionais advindos do ambiente escolar.
Minha orientação é a realização de um Psicodiagnóstico detalhado e a instauração de uma comunicação interpessoal entre os profissionais.
Em suma, se está preocupado com seu filho referente à intensa agitação, ausência de concentração, baixo desempenho escolar, procure o auxílio de um Psicólogo para que seu bem mais precioso não seja estigmatizado e sim devidamente avaliado e, caso seja diagnosticado com TDAH, haja a orientação familiar e feedback adequados.


Autora: Amanda Matos dos Santos (Psicóloga Clínica & Psicanalista Infantil)
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